A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de manter a bandeira tarifária amarela para o mês de agosto de 2026 acende um sinal de alerta para os produtores de banana em todo o país. A medida, que reflete condições menos favoráveis para a geração de energia, impacta diretamente os custos de produção da atividade, especialmente nas regiões onde a bananicultura depende fortemente de sistemas de irrigação pressurizada.
Impacto direto nos custos de irrigação
A cultura da banana é altamente exigente em água, demandando irrigação constante para garantir a produtividade e a qualidade dos frutos, principalmente em períodos de estiagem. Com a bandeira amarela, há uma cobrança adicional na conta de luz, o que eleva o custo do quilowatt-hora consumido pelas bombas de irrigação. Esse aumento pressiona as margens de lucro dos produtores, que já enfrentam outros desafios sazonais de mercado.
Estratégias de manejo para mitigar gastos
Para enfrentar o período de tarifas elevadas sem comprometer o desenvolvimento dos bananais, especialistas recomendam a adoção de práticas de eficiência energética e hídrica. Entre as principais medidas estão o manejo de irrigação baseado na real necessidade hídrica do solo e do clima, a manutenção periódica de motobombas e tubulações para evitar perdas de pressão, e a utilização preferencial de tarifas diferenciadas, como a tarifa verde ou irrigante, que oferece descontos em horários específicos.
O planejamento rigoroso do uso da água e da energia torna-se, portanto, uma ferramenta indispensável para que o bananicultor consiga atravessar o mês de agosto mantendo a produtividade da lavoura sem sofrer um impacto financeiro severo em sua atividade.
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